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Nível 3 — Automação e escala · Módulo 3.7 — Claude API e agentes sob medida

3.7.5 · Agentes vs workflows

5 min de vídeo TODOS

Objetivo: ao final, o consultor escolhe entre workflow determinístico e agente a partir de uma pergunta objetiva, e sabe o que cada escolha custa em previsibilidade, depuração e dinheiro.

O que você precisa levar desta aula

  1. A pergunta que decide é uma só: "você consegue escrever os passos antes de ver a entrada?". Se sim, workflow — e escrever é a resposta certa, não uma limitação.
  2. Workflow falha alto; agente falha plausível. O workflow para com erro visível; o agente entrega um resultado convincente depois de um caminho errado. É a mesma distinção entre perigo e incorreção do módulo 3.4.
  3. O desenho mais comum na prática é híbrido: esqueleto de workflow com um passo agêntico e ferramentas limitadas, onde a exploração é mesmo necessária.

Os quatro eixos

Workflow Agente
Quem decide o caminho Você, no código O modelo, a cada rodada
Custo por execução Conhecido — número fixo de chamadas Variável, e às vezes muito
Previsibilidade Mesma entrada, mesmo caminho Mesma entrada, caminhos diferentes
Depuração O passo que falhou está identificado Reconstruir a partir do rastro de decisões
Como falha Para, com erro Entrega algo plausível
Teto de gasto Estrutural Precisa ser imposto (max_turns, orçamento)

A última linha é operacional e cara de esquecer: um agente sem teto de rodadas pode gastar muito antes de alguém notar. Todo agente em produção tem limite de turnos.

Exemplos em contexto de projeto

Tarefa Escolha Por quê
Classificar 400 chamados Chamada única, em lote Um passo. Nem workflow é
Extrair campos de 200 FS para planilha Workflow Extrair → validar → gravar. Sempre igual
Relatório mensal de tendências Workflow Os passos são os mesmos todo mês
Investigar por que um RICEFW quebrou depois do transporte Agente O próximo passo depende do que o anterior achou
Responder pergunta de key user sobre escopo Híbrido Buscar (agêntico) → responder com citação (fixo)
Migrar 30 objetos entre convenções Workflow por objeto, com verificação Passos conhecidos; a variação está no conteúdo

Repare que a linha da investigação é a única genuinamente agêntica da lista — e isso é representativo. A maior parte do trabalho repetitivo de projeto tem passos escrevíveis. Chamar de agente o que é workflow é o erro de desenho mais caro deste módulo, porque troca custo conhecido e falha visível por custo variável e falha plausível, sem ganho.

O híbrido, na prática

# Esqueleto fixo: você controla a ordem e o número de etapas
def relatorio_mensal(chamados):
    classificados = [classificar(c) for c in chamados]        # 1 chamada por item, sem tools
    agrupados = agrupar_por_area(classificados)                # Python puro, sem modelo
    achados = investigar_anomalias(agrupados)                  # ← o único passo agêntico
    return redigir_relatorio(agrupados, achados)               # 1 chamada, formato fixo

Nesse desenho, investigar_anomalias é o único ponto com ferramentas e liberdade de caminho — e ele roda com teto de turnos e escopo de ferramentas restrito. Os outros três passos são determinísticos. O resultado: custo previsível em três quartos do fluxo, e incerteza confinada onde ela é necessária.

Antes de escolher agente

Os quatro critérios da aula 3.7.1 voltam aqui, e um "não" já basta para ficar no workflow:

Critério Se a resposta for "não"
A tarefa é multipasso e difícil de especificar? É workflow. Especifique
O resultado justifica mais custo e latência? Faça o workflow, que é mais barato
O Claude é bom nesse tipo de tarefa? Nem agente nem workflow resolvem
O erro é detectável e reversível? Não use agente autônomo. Desenhe para propor, e um humano aprova

Regra Wayon Agente que roda em ambiente de cliente tem teto de turnos declarado e conjunto de ferramentas mínimo — nunca "todas as ferramentas, veja o que dá". E quando o custo do erro é alto ou a reversão é cara — escrita em sistema, transporte, alteração de configuração — o desenho é propor para aprovação humana, não executar. Um workflow que resolve nunca é substituído por um agente por elegância.

📖 Building effective agents · Verificando trabalho não supervisionado — módulo 3.4

Quiz — 4 questões

1.Qual é a pergunta que decide entre workflow e agente?
  • a)"A tarefa é complexa o suficiente para justificar um agente?"

    Complexidade não separa os dois: há tarefas complexas com passos perfeitamente escrevíveis.

  • b)"Existe mais de uma chamada à API envolvida?"

    Todo workflow multipasso tem várias chamadas e continua sendo workflow.

  • c)"Você consegue escrever os passos antes de ver a entrada?"

    Correto. Se consegue, é workflow — e escrever é a resposta certa, não uma limitação.

Ver resposta e por quê
a) Complexidade não separa os dois: há tarefas complexas com passos perfeitamente escrevíveis.
b) Todo workflow multipasso tem várias chamadas e continua sendo workflow.
c) Correto. Se consegue, é workflow — e escrever é a resposta certa, não uma limitação.
2.Qual é a diferença mais consequente entre como um workflow falha e como um agente falha?
  • a)O workflow para com erro visível; o agente entrega um resultado plausível depois de um caminho errado

    Correto. É a mesma distinção entre perigo e incorreção do módulo 3.4.

  • b)O workflow falha mais vezes, porque tem mais pontos de quebra

    Mais etapas explícitas não significa mais falhas — e a frequência não é o eixo que importa aqui.

  • c)O agente sempre registra a causa da falha no rastro de decisões

    O rastro existe, mas a falha típica do agente é justamente não parecer falha.

Ver resposta e por quê
a) Correto. É a mesma distinção entre perigo e incorreção do módulo 3.4.
b) Mais etapas explícitas não significa mais falhas — e a frequência não é o eixo que importa aqui.
c) O rastro existe, mas a falha típica do agente é justamente não parecer falha.
3.Um consultor propõe um agente para extrair campos de 200 especificações funcionais e gravar numa planilha. Como avaliar?
  • a)Boa escolha: 200 documentos é volume suficiente para justificar autonomia

    Volume não é critério de autonomia; ele pede lote, não agente.

  • b)Deveria ser workflow: extrair → validar → gravar são passos conhecidos antes de ver qualquer documento

    Correto. Chamar de agente o que é workflow troca custo conhecido por custo variável, sem ganho.

  • c)Boa escolha, desde que o agente tenha teto de turnos configurado

    O teto mitiga o gasto mas não corrige o desenho: os passos são escrevíveis.

Ver resposta e por quê
a) Volume não é critério de autonomia; ele pede lote, não agente.
b) Correto. Chamar de agente o que é workflow troca custo conhecido por custo variável, sem ganho.
c) O teto mitiga o gasto mas não corrige o desenho: os passos são escrevíveis.
4.Numa aplicação da Wayon, qual é a razão de impor teto de turnos a um agente? ---
  • a)Porque a API exige um limite explícito para requisições com ferramentas

    Não há essa exigência; o teto é decisão de desenho.

  • b)Porque acima de dez turnos a qualidade da resposta cai

    Não existe esse limiar; o problema é gasto e tempo, não degradação por contagem.

  • c)Porque o custo de um agente por execução é variável e sem teto ele pode gastar muito antes de alguém notar

    Correto. É a contrapartida operacional de o agente decidir o próprio caminho.

Ver resposta e por quê
a) Não há essa exigência; o teto é decisão de desenho.
b) Não existe esse limiar; o problema é gasto e tempo, não degradação por contagem.
c) Correto. É a contrapartida operacional de o agente decidir o próprio caminho.