Objetivo: ao final, o consultor decide entre app, Claude Code e API a partir de critérios objetivos, e sabe o que se perde ao sair dos apps.
| Situação | Ferramenta | Por quê |
|---|---|---|
| Trabalho seu com documento, planilha, apresentação | Cowork | Interface pronta, conectores, sem código |
| Trabalho seu em repositório, com ferramentas de sistema | Claude Code | Ferramentas, permissões e verificação prontas |
| Tarefa recorrente sua, agendada | Routine ou headless (3.5) | Ainda é Claude Code — não precisa de API |
| Pipeline de CI que responde a PR | GitHub Actions (3.5.5) | Idem |
| Produto que o cliente usa | API | O usuário final não tem a ferramenta |
| Milhares de itens, sem ninguém olhando | API (ou Batches) | Volume e custo por item |
| Funcionalidade dentro de sistema existente | API | Integração |
| Agente com ferramentas de sistema, na sua infra | Agent SDK (3.7.7) | Claude Code como biblioteca |
As linhas 3 e 4 são a armadilha mais cara deste módulo. É comum alguém aprender a API e reescrever em Python uma automação que a routine do módulo 3.5 já fazia — com menos verificação e mais manutenção.
| Nos apps, vem pronto | Na API, é código seu |
|---|---|
| Interface de conversa | Você constrói |
| Histórico e sessão | A API é stateless — você reenvia a conversa inteira a cada chamada |
| Compactação de contexto | Você implementa (ou usa o recurso de compaction, em beta) |
| Conectores configurados | Você conecta, ou usa MCP pela API |
| Modos de permissão e classificador | Você decide o que a ferramenta pode fazer |
Checkpoints e /rewind |
Não existe |
Skills, CLAUDE.md, plugins |
Não se aplicam — são do Claude Code |
A segunda linha é a que mais surpreende: a API não lembra de nada. Cada chamada é independente, e "continuar a conversa" significa reenviar todas as mensagens anteriores. É a razão de o prompt caching da aula 3.7.4 existir.
Antes de subir do tier de chamada única para workflow ou agente, a documentação sugere quatro perguntas — e basta uma resposta "não" para ficar no tier de baixo:
| Critério | Pergunta |
|---|---|
| Complexidade | A tarefa é multipasso e difícil de especificar por inteiro de antemão? |
| Valor | O resultado justifica mais custo e mais latência? |
| Viabilidade | O Claude é bom nesse tipo de tarefa? |
| Custo do erro | O erro é detectável e reversível? |
O quarto critério é o que mais reprova casos em contexto SAP. Um agente que escreve num sistema de cliente tem custo de erro alto e reversão cara — o que não impede o projeto, mas empurra o desenho para uma proposta que um humano aprova, em vez de uma ação que o agente executa.
Regra Wayon Antes de propor solução com API para um cliente, é obrigatório registrar por que Cowork, Claude Code ou routine não resolvem. Construir com API significa a Wayon assumir manutenção de código em ambiente de cliente — isso tem custo de sustentação e precisa estar na proposta, não só o custo de tokens.
📖 Client SDKs · Automação: routines, headless e CI — módulo 3.5
Exigiria expor o Claude Code a partir do portal do cliente e manter o ambiente dele; a API é o caminho direto para produto.
Correto. "Quem usa, e por onde" é o critério que decide.
Exigiria licença e treinamento do usuário final, e a saída não entra na tela do portal.
Correto. É a armadilha mais comum de quem acabou de aprender a API.
Controle de custo só justifica a mudança quando há volume; para a mesma tarefa agendada, o controle não compensa a manutenção.
Não é o mesmo esforço: a routine traz ferramentas, permissões e verificação prontas.
Correto, e é a razão de o prompt caching existir.
Não mantém — não existe sessão do lado da API na Messages API.
message_idRetenção de dados não é memória de conversa; retomar exige reenviar as mensagens.
Viabilidade raramente é o gargalo; o desempenho em texto de projeto é bom.
O ganho costuma ser justamente grande; não é aí que a análise trava.
Correto, e é o que empurra o desenho para "propor e um humano aprova" em vez de "o agente executa".