Objetivo: ao final, o consultor audita o que mudou em vez do que foi narrado, usando /code-review e depois os próprios olhos no diff — e sabe o que fazer quando não existe diff, como em boa parte do trabalho ABAP.
/code-review primeiro (automático), depois seus olhos no diff — lendo o que estava no plano e então procurando o que ficou fora dele./code-review, na prática/code-review
Sem argumento, revisa os commits do branch à frente do upstream mais as mudanças não commitadas na árvore de trabalho. Precisa haver algo no branch ou na árvore para ter o que reportar.
| Forma | O que revisa |
|---|---|
/code-review |
Commits à frente do upstream + mudanças pendentes |
/code-review caminho/arquivo.cds |
Um arquivo |
/code-review 481 |
Um PR pelo número |
/code-review main...minha-feature |
Um intervalo de refs |
| Flag | Efeito |
|---|---|
--fix |
Aplica os achados na árvore de trabalho depois da revisão |
--comment |
Posta os achados como comentário inline no PR |
Dois detalhes de comportamento que evitam surpresa:
--fix ficam fora dos checkpoints da sessão, então /rewind não as desfaz. Para reverter, use git.Ela segue o CLAUDE.md como qualquer sessão, mas não lê o REVIEW.md — esse é só do Code Review gerenciado (aula 3.5.4).
| Etapa | O que fazer | Por que nessa ordem |
|---|---|---|
| 1 | /code-review |
Camada automática, pega o que é detectável por análise |
| 2 | Ler no diff o que estava no plano | Confirma que o combinado foi feito — parte fácil |
| 3 | Procurar no diff o que ficou fora do plano | É onde mora o problema que o resumo não menciona |
| 4 | Para o que tem consequência, conferir contra a fonte | Regra de negócio, número, referência a documento |
A etapa 3 é a que quase todo mundo pula, e é a única que encontra o arquivo tocado por acaso. A pergunta a fazer no diff não é "isso está certo?" — é "o que está aqui que eu não pedi?".
Boa parte do trabalho SAP não é versionada em git. Isso não dispensa a verificação; muda o instrumento.
| Contexto | O que faz o papel do diff |
|---|---|
| Objetos CAP, Fiori, scripts, documentação versionada | git diff de verdade |
| Objeto ABAP clássico | Lista de objetos do transporte — confira se só contém o que deveria |
| Alteração em objeto existente | Comparação de versão no ADT, contra a versão ativa |
| Reorganização de pasta no Drive ou SharePoint | Listagem antes e depois; conferir o que saiu de pasta de fase encerrada |
| Documento reescrito | Comparação de versão no editor, não leitura do resumo |
O princípio é o mesmo em todos: audite a mudança, não a narrativa da mudança.
Regra Wayon Nenhum entregável produzido com apoio do Claude vai para o cliente com base na leitura do resumo. A revisão é sobre a mudança em si:
git diffonde houver git, lista de objetos do transporte e comparação no ADT no ABAP clássico, comparação de versão em documento. E a pergunta obrigatória da revisão é "o que está aqui que eu não pedi?" — foi ela que pegou a pasta da Fase 1.
📖 /code-review · Plan mode de verdade — módulo 2.6.1
Omissão e falsidade não são a mesma coisa, e tratar como mentira faz perder a lição: resumos verdadeiros também omitem.
Correto, e é justamente por isso que aprovar pelo resumo é frágil, mesmo quando o resumo é honesto.
É possível e é o ponto da aula: o diff responde isso sem depender de nova narrativa.
Qualidade de redação é justamente o que não prova correção.
Necessário, mas é a parte fácil — e não encontra o que foi feito além do plano.
Correto. É a etapa que quase todo mundo pula e a única que encontra o arquivo tocado por acaso.
/code-review --fix e a revisão aplicou edições que você quer desfazer. Qual é o caminho?Correto. É o caminho indicado justamente porque as edições da revisão em segundo plano ficam fora dos checkpoints da sessão.
/rewind, que restaura o estado anterior da sessãoA revisão roda como subagente em segundo plano e suas edições ficam fora dos checkpoints — /rewind não as desfaz.
/code-review de novo, que recalcula e reverte o que aplicou antesUma revisão nova não desfaz a anterior; ela revisa o estado atual.
TEC alterou dois programas Z no MRD, que não vivem em git. Como fazer a verificação equivalente ao diff? ---Não há necessidade de confiar no resumo: existem instrumentos equivalentes no próprio ambiente SAP.
Correto. O transporte faz o papel do diff, e a comparação no ADT faz o da leitura linha a linha.
git diffFunciona como último recurso, mas é caro e desnecessário — os instrumentos nativos já respondem à pergunta.