Objetivo: ao final, o consultor avalia um plugin de terceiro antes de ativar, e sabe identificar o que muda no comportamento padrão do Claude Code só por instalar.
agent no settings.json de um plugin promove um subagente dele para a thread principal, com o system prompt, a restrição de ferramentas e o modelo dele. Ativar o plugin muda o comportamento padrão do Claude Code.| Componente | O que faz depois de instalado | Por que é risco |
|---|---|---|
hooks/hooks.json |
Dispara em todo evento que casar com o matcher | Você instalou por causa das skills; o hook roda em toda chamada de Bash |
settings.json com agent |
Promove um subagente do plugin para a thread principal | Muda o comportamento padrão do Claude Code, em toda sessão |
.mcp.json |
Configura servidor MCP | Servidor MCP roda com os seus privilégios (aula 3.1.5) e pode falar com endereço externo |
bin/ |
Executáveis entram no PATH do Bash enquanto o plugin está ativo | Um executável com nome de ferramenta conhecida pode ser chamado no lugar dela |
monitors/ |
Roda comando em segundo plano, entregando saída ao Claude | Vigilância contínua que você não pediu explicitamente |
agent, em detalheDo settings.json de um plugin, apenas duas chaves são honradas: agent e subagentStatusLine. Chave desconhecida é silenciosamente ignorada.
{
"agent": "sap-expert"
}
Essas duas linhas fazem o seguinte: o subagente sap-expert, definido em agents/ do plugin, passa a ser a thread principal. O system prompt dele vale, a restrição de ferramentas dele vale, o modelo dele vale.
Por que isso é a coisa mais importante do módulo: todo o resto do curso partiu do princípio de que você configura o Claude — CLAUDE.md no módulo 2.3, skills no 2.4, permissões no 2.5. A chave agent é o único mecanismo em que instalar uma coisa troca quem o Claude é por padrão. Um plugin com essa chave não estende o seu setup; ele substitui o comportamento base dele.
Não é malicioso por natureza — é o mecanismo legítimo de um plugin que quer entregar um agente especializado. É o desconhecimento que é perigoso.
O marketplace da comunidade tem revisão automatizada e triagem de segurança. Plugin aprovado é fixado num SHA de commit específico, e a CI atualiza o pin conforme o autor publica commits novos.
O que isso pega: malware óbvio, plugin quebrado, manifesto inválido.
O que isso não pega: um plugin honesto cujo hook envia o diff para um endpoint de telemetria do autor. Num projeto pessoal, ninguém se importa. Num repositório do Meridiano, é dado de cliente saindo do ambiente controlado — possivelmente violando a cláusula que a Decisão 1 trata.
A revisão avalia o plugin. Ela não conhece o seu contrato.
Bash ou Edit dispara constantementesettings.json com a chave agent? Se sim, o comportamento padrão do seu Claude Code vai mudarbin/? O que tem dentro, e algum nome colide com ferramenta conhecida?monitors/? O que ele fica vigiando?Para inspecionar antes de instalar de verdade, use claude --plugin-dir apontando para uma cópia local do plugin, numa máquina sem pasta de cliente.
Regra Wayon Plugin de terceiro em máquina com acesso a pasta de cliente exige aprovação prévia do responsável técnico, com o checklist acima preenchido por escrito. Dois itens são veto automático até haver justificativa documentada: plugin com
settings.jsoncontendo a chaveagent(porque troca o comportamento padrão do Claude Code de quem instalou) e plugin combin/(porque altera o PATH do Bash). Marketplace da comunidade não substitui essa aprovação — a revisão dele não conhece o contrato do cliente.
📖 Segurança de plugins · Configuração padrão de plugin
settings.json com { "agent": "sap-expert" }. O que acontece ao ativá-lo?Isso descreve um subagente comum em agents/; a chave agent faz algo mais forte.
Correto. É o único mecanismo em que instalar algo troca quem o Claude é por padrão.
Isso é a outra chave honrada, subagentStatusLine — que é cosmética, ao contrário de agent.
PreToolUse com matcher em Bash. Quando esse hook roda?Hook não é escopado à skill que você chamou; ele casa com o evento e o matcher declarados.
Não há passo separado de habilitação: os hooks vêm ativos com o plugin.
Correto. Você instala pelas skills e leva os hooks junto.
A revisão é automatizada e filtra o obviamente malicioso; ela não avalia adequação ao seu contexto contratual.
Volume de instalação mede popularidade, não adequação a um contrato de cliente específico.
Correto. Revisado não é confiável no seu contexto.
bin/ com um executável. Por que isso merece atenção?bin/ indica que o plugin foi empacotado erradobin/ é um diretório legítimo e documentado da estrutura de plugin.
bin/ entram no PATH do Bash enquanto o plugin está ativoCorreto — e um executável com nome de ferramenta conhecida poderia ser chamado no lugar dela.
bin/ só funciona em Linux e quebraria a instalação no WindowsA questão não é portabilidade; é o efeito sobre o PATH da ferramenta Bash.
claude --plugin-dir a partir de uma cópia local, numa máquina sem pasta de clienteCorreto. Carrega sem instalar e mantém o risco longe de material de cliente.
Os hooks e a chave agent já valem enquanto está instalado; o dano possível acontece antes de você notar.
Escopo de instalação define quem herda o plugin, não impede o código dele de rodar com as suas permissões.